domingo, 11 de dezembro de 2011

Ação sócio e educativa Trabalhando o Racismo das Crianças Quilombola da Comunidade Monte Alegre.


PLANO DE AÇÃO  


Objetivo Geral da Ação:

O objetivo deste trabalho é o de analisar buscando uma, dentre as possíveis compreensões dos significados de ser criança negra e quilombola na Escola e no Quilombo, e as conseqüências desses significados no processo de construção da identidade.
Fazer uma socialização das crianças quilombola com as demais crianças da região trabalhando valores e cultura e a importância da troca de conhecimento e vivencia entre pessoas. 

Justificativa:

Faz­se  necessário para  formação da  identidade consciente  da  criança negra e branca a valorização de  suas raízes e  dos valores dos seus ancestrais, pois estes têm requisitos tão importantes para a construção desta nação quanto à identidade dos demais povos. O fato de elas serem crianças negras ou brancas quilombolas ou não o que confere a elas uma singularidade, pois trata de sujeitos que vivem uma condição duplamente subjugada e inferiorizada.

Postado por Fabio Gomes Zampieri e Flavia Ribeiro Oliveira Zampieri

Aumento da participação da mulher negra na política

As mulheres negras contribuem muito para a política brasileira e ainda  fazem um esforço ferrenho para a construção de políticas públicas. Fazem mais pela sociedade do que o contrário. A sociedade não sabe tratar as mulheres negras e com isso perdem com a falta de políticas específicas, não somente a mulheres negras, mas a todas as mulheres. A igualdade de condições precisa ser para todos. Exigir isso é uma questão ética.
Em 31 de outubro de 2011, o mundo passou a ser habitado por 7 bilhões de pessoas, onde serão colocadas nesta terra que está a cada dia com menos espaço e com mudanças climáticas, desníveis e a cada momento uma novidade não muito boa, principalmente em relação ao meio ambiente.
Aumenta a participação dos negros na política

Apesar do modesto crescimento de 3% da bancada negra ou afrodescendente – que pulou de 5% para 8,5% em 2011 –, com 43 deputados eleitos, a Frente Parlamentar da Igualdade Racial pode chegar a 220 deputados, número que mostra uma relativa força política do Movimento Negro para votar matérias de interesse da comunidade negra. No entanto, cresceu em 3% a participação dos negros na política brasileira, que era de apenas 5% na última eleição de 2008. Em 2010, o Congresso Nacional elegeu 43 deputados e deputadas negros, chegando ao índice de 8,5% de negros no Parlamento brasileiro. O PT continua sendo o partido que mais elege negros no país: nas eleições de 2010, elegeu quase a metade dos 14 parlamentares autodeclarados afros. Em seguida vem o PMDB e PRB, partido do ex-vice-presidente José Alencar, com seis eleitos. Já o PCdoB, quatro; e PR, PSC, DEM, PSB e PTB elegeram apenas um deputado cada.
Merece destaque no apontamento (Balanço eleitoral do voto étnico negro) feito pela Unegro – União de Negros Pela Igualdade – o fato de no PRB estar despontando uma geração de lideranças políticas negras oriundas de importantes grupos evangélicos, muitas delas, inclusive, ocupantes de cargos da alta cúpula das principais igrejas, como Igreja Universal do Reino de Deus e Evangelho Quadrangular.(*Alexandre Braga é articulista, coordenador de Comunicação da Unegro (União de Negros Pela Igualdade) e tesoureiro do Fomene (Fórum Mineiro de Entidades Negras).
Postado por Cristiane Alves Almeida (Krystal), Fabio Gomes Zampieri e Flavia Ribeiro Oliveira Zampieri

Homens que fazem a diferença


Abdias do Nascimento, militante de longa data, que em 1968 havia se exilado nos Estados Unidos, onde foi professor em várias universidades. O fato de ser apontado como “conhecido racista negro” pelo relatório do SNI é um dado interessante e pode ser explicado pela forte atuação do movimento negro, naquela época, no sentido da denúncia do chamado “mito da democracia racial”, isto é, da ideia de que não haveria racismo no Brasil. Como Abdias do Nascimento, de acordo com o SNI, denunciava um racismo “inexistente”, ele mesmo seria racista. Outro documento, de janeiro do mesmo ano de 1978, advertia: “Esses movimentos, caso continuem a crescer e se radicalizar, poderão vir a originar conflitos raciais”.
Abdias, que nasceu em 1914, viveu intensamente seus 97 anos de lutas. Luta como soldado, nas revoluções de 30 e no levante paulista de 32, luta para se formar economista, em 38. A luta contra o Estado Novo e contra o racismo o levam, em 1941, à Penitenciária de Carandiru, onde cria o Teatro do Sentenciado, organizando um grupo de presos que escrevem, dirigem e interpretam.
E não pára nisso. Cria o Teatro Experimental do Negro, interpreta no teatro e no cinema – Orfeu da Conceição, que virou Orfeu do Carnaval foi um de seus trabalhos mais conhecidos.
Obrigado pela ditadura a deixar o país, torna-se Conferencista Visitante da Universidade de Yale University,em 69. Um ano depois funda a cadeira de Culturas Africanas no Novo Mundo, na Universidade do Estado de Nova York. (CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES RJ)
Postado por Cristiane Alves Almeida (Krystal), Fabio Gomes Zampieri e Flavia Ribeiro Oliveira Zampieri

A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DA IDÉIA DE RAÇA


No século XX viu-se a ascensão e independência dos países asiáticos e africanos, este último os mais sofridos na era da escravatura na Europa, estas conquistas aconteceram de 2 formas: pela política de concessões de autonomia e pelas lutas de independência., produzindo ideologias centradas na produção de uma identidade comum africana como símbolo de luta contra o racismo. Lembrando que essas obras foram feitas por intelectuais a ativistas africanos.
O apartheid foi parte significativa da separação racial na África do Sul, que teve como o mais famoso militante, Nelson Mandela, que passou 25 anos preso, enquanto solto lutou pelo seu povo, sua gente, sua cor.
 Diante do que nos passa esse módulo, das origens do termo racismo, tipo de raças, etnia, é perceptível que tínhamos pouco ou quase nenhum subsídio para citar se é ou não correto dizermos raça negra, raça branca etc. Com o aprofundamento e com a base da apostila pude verificar que a história remonta ao século XIX, daí para frente nos apresenta variados contextos, nacionalismos, imperialismo, etnocentrismo, o classismo etc. Autores e atores que passaram pela dificuldade de conhecer, aceitar, servir. De como a cultura, a natureza, tipos e costumes definiam quem eram os de raça superiores ou inferiores.
Postado por Cristiane Alves Almeida (Krystal), Fabio Gomes Zampieri e Flavia Ribeiro Oliveira Zampieri


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MUDANÇA DA REALIDADE ATRAVÉS DO CONHECIMENTO

Justificativa

Devido a fatores históricos, as mulheres de forma geral têm dificuldades de inserir-se no mercado de trabalho de forma igualitária, e em particular, entre as negras, essa dificuldade ainda é maior pelo fato de que durante séculos foram massacradas pelo sistema machista que entre muitas injustiças, a de maior relevância, foi a de serem consideradas como instrumento de prazer pelos seus senhores. Essa triste realidade ainda perdura, porém de forma mascarada, pelo fato de hoje existirem leis que coíbem todas as formas de discriminação. Mas isso não resolve os problemas, uma vez que fugir da realidade só aumenta a gravidade dos fatos. Então torna-se necessário desenvolver políticas efetivas capazes de mudar esse quadro desolador instalado no seio da humanidade.  Esses fatores foram cruciais para decidir montar um plano de ação o qual possa mudar a realidade das mulheres negras pertencentes à casa espírita AMOR EM JESUS, através da formação profissional.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

AS MULHERES NEGRAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

Mesmo observando avanços alcançados pelas mulheres no mercado de trabalho,  isso a nível familiar como a nível profissional, este avanço é muito restrito quando  se observa a situação da mulher negra. Neste contexto, existem poucas mulheres negras trabalhando como executivas,  médicas, enfermeiras, juízas, advogadas dentre outras profissões que o meio social considera como de destaque.

Mesmo aquelas que possuem diploma universitário, sofrem as situações de discriminações do  mercado. Dentre essas, muitas não conseguem exercer a profissão que se empenharam na universidade  e assim continuam(em sua maioria) exercendo as mesmas profissões que imperiosamente o passado  lhes condicionou.
Mesmo diante dessa situação, por diversas vezes, a mulher negra têm se mostrado como aquela que mantém da família, não só no contexto atual, em que sozinha criam e educam seus filhos, como ocorrido no  passado.

Quanto a saúde, segundo Silva Santos(2009), o percentual de mulheres negras que não possuem acesso ao exame ginecológico está em torno de 10%, o que é  superior ao número de mulheres brancas; 44,5% das  mulheres negras não tiveram em énmbrancas; entre 2000 e 2004, a infecção por HIV/AIDS aumentou de 36% para 42,4% entre as mulheres negras, em relação a população feminina branca, a incidência de casos  acabou diminuindo, neste período. 

Ao se fazer uma análise mais apurada em relação a efetivação dos direitos das mulheres negras, isso se torna dramático, pois a representatividade política destas é muito pequena, configurada na situação de que não há um contingente significativo de mulheres negras no parlamento. Isso  resulta muitas vezes na falta de criação e concretização políticas públicas voltadas para  esta parcela da população, que muitas vezes são implantadas de forma genéricas, e no contexto de desigualdades social, racial e de gênero é necessário a realização de políticas públicas de cunho específico para as mulheres negras, pois estas são vulneráveis a ocorrências de violação de direitos humanos. 

domingo, 9 de outubro de 2011

Movimentos de Mulheres


Na história do Brasil, mulheres estiveram presentes em movimentações políticas e culturais desde as lutas coloniais. Mulheres negras envolveram-se na resistência à escravidão e em movimentos abolicionistas, trabalhadoras da cidade e do campo participaram das primeiras lutas sindicais, mulheres de distintas classes instituíram uma agenda de emancipação feminina desde o século XIX, exigindo direito ao trabalho, à propriedade e à herança, à educação, à criação artística e literária, à participação política e ao voto feminino - conquistado, finalmente, em 1932.
Nos anos 1960, novas inquietações se instalam entre as mulheres brasileiras. Em 1964, um golpe militar instaura um regime ditatorial, cerceando liberdades democráticas e instaurando a censura e a repressão política. Paralelamente, o país se industrializa, urbaniza e moderniza aceleradamente, e alteram-se os estilos de vida, as dinâmicas familiares, os padrões de fecundidade, as formas de consumo e modos de acesso à informação. As mulheres não ficam passivas a esses acontecimentos. Engajam-se ativamente nos debates políticos e culturais da época: querem ter autoria na transformação da sociedade e das condições de sua participação nela. Movimentam-se cada vez mais pelo mundo da política, das artes, da literatura, da técnica, da ciência e da comunicação. Podemos vê-las mais e mais presentes no mundo profissional e na educação superior. Pouco a pouco sobressaem no comando da administração pública e da gerência privada. E compõem a primeira linha da resistência contra a ditadura militar. 
Ano 1975. A Organização das Nações Unidas o consagra como o Ano Internacional da Mulher. No bojo de suas comemorações, deslancha uma nova onda do ativismo feminista brasileiro. Mulheres organizam-se em grupos de reflexão, movimentos estudantis, movimentos urbanos, partidos clandestinos de resistência à ditadura, movimentos pela anistia, comunidades de base e sindicatos. Brasileiras retornadas do exílio vêm somar-se a elas, a partir de 1979, trazendo na mala as contribuições do debate feminista no exterior. De norte a sul do país, grupos de mulheres organizam oficinas de autoconhecimento, promovem debates, realizam manifestações de rua, fazem denúncias, publicam jornais alternativos e desenvolvem pesquisas. 
Nosso corpo nos pertence! Quem ama não mata! O pessoal é político! São motes que mobilizam corpos, corações e mentes e que ainda ressoam nas gerações feministas mais novas! A vida cotidiana está em transformação. Discute-se o divórcio, a violência doméstica, a sexualidade, o aborto, o estatuto civil das mulheres. As fronteiras entre o público e o privado, entre o político e o doméstico - barreiras milenares à participação política e à autonomia das mulheres - começam a estremecer. Os anos 1970 ficaram na história como um marco político e simbólico da formação das gerações feministas que conduziriam a bandeira da cidadania e da emancipação das mulheres ao século XXI.
Anos 1980. Em curso a transição política brasileira. Retorno dos exilados, volta ao pluripartidarismo, eleições livres nos estados e capitais. Movimentos sociais invadem o cenário: feministas, negras e negros, periferias urbanas, ambientalistas, trabalhadores rurais, indígenas, novos sindicalismos. Corpos e almas femininos e masculinos também se movimentam entre o som das Frenéticas, tangas de crochê, o boom dorock nacional e poesias de Ana Cristina César e Paulo Leminski. Política e cultura redesenham suas fronteiras, seus estranhamentos e permissividades. 
As mulheres são presença crescente dentro e fora dos lugares tradicionais da política: dialogam com o Estado, partidos e parlamentos; plantam seus temas nas agendas políticas gerais e tomam parte nas negociações da transição; destacam-se nos mundos sindical e artístico e invadem os universos acadêmico e profissional; criam organizações não-governamentais e inauguram a tradição dos congressos de mulheres e encontros feministas. 
Criado em 1985, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher fortalece a presença feminista no debate político nacional e, junto como os movimentos sociais, articula a participação das mulheres no processo da Assembléia Nacional Constituinte (1986-1988). Constituinte pra valer tem que ter palavra de mulher! Esse é o lema do lobby do batom, força-tarefa que reúne mulheres dos mais variados partidos e movimentos sociais. Elas elaboram emendas populares e recolhem milhares de assinaturas por todo o país, debatem com deputados, partidos, autoridades do executivo e do judiciário e com a sociedade civil. A Carta das Mulheres Brasileiras para os Constituintes, entregue durante solenidade no Congresso Nacional, foi a primeira plataforma política feminista para a sociedade brasileira, trazendo propostas pertinentes a todas as cidadãs e cidadãos brasileiros. 
No longo caminho de construção da cidadania das mulheres, aConstituição Cidadã de 1988 representa um marco histórico: proclama a igualdade jurídica entre homens e mulheres; amplia os direitos civis, sociais e econômicos das mulheres; estabelece a igualdade de direitos e responsabilidades na família; define como princípio do Estado brasileiro a não-discriminação por motivo de sexo, raça e etnia; proíbe a discriminação da mulher no mercado de trabalho e estabelece direitos reprodutivos. 
No decorrer dos anos 1980, os valores, os conceitos, a vida cotidiana, a articulação público/privado e a intimidade estão em transformação. A conversação comum, a linguagem dos corpos, as artes e a literatura, as agendas política e cultural e a nova Constituição do país refletem essa mudança. 
Anos 1990. Momento novo e ambíguo. Recompõem-se o Estado de Direito e as liberdades democráticas; a sociedade civil está fortalecida e organizada e as novas diretrizes constitucionais trazem a promessa de uma ampliação histórica da cidadania. Por sua vez, o ajuste estrutural, as reformas neoliberais e os governos sustentados por bases conservadoras emperram a efetivação dos direitos e o aprofundamento da democracia. Há fortes tensões entre projetos de sociedade muito diferentes e o jogo democrático não está decidido. 
Turbulências político-institucionais, políticas econômicas que acentuam as desigualdades sociais e o modo de incorporação do país aos processos de globalização quebram expectativas e abalam os movimentos sociais. Porém, as mulheres não arrefecem: os movimentos continuam a expandir-se, ampliam a constelação de suas práticas, auto-transformam-se e seguem apostando nas alternativas democráticas. Há uma nova Constituição a ser implementada, há forças sociais organizadas apostando no fortalecimento de uma cultura de direitos e não-discriminação e há espaços para se inventar outras globalizações. Mulheres e movimentos investem na participação nos espaços onde se elaboram as novas leis e programas de políticas públicas; se debatem as reformas da saúde, da educação e de outras áreas de políticas do Estado; se constroem os conselhos e outros mecanismos de controle social da cidadania; e se desenvolvem ações afirmativas para promoção dos direitos. Mergulham também nos processos nacionais, latino-americanos e globais das Conferências Internacionais da Organização das Nações Unidas, apresentando novos olhares para as questões do desenvolvimento, meio ambiente, direitos humanos, população, discriminação, pobreza e exclusão.
No limiar do novo século, as mulheres em movimento estão em muitos lugares diferentes: academia, terreiros de candomblé, igrejas, sindicatos, parlamentos e partidos políticos, associações comunitárias, ONGs, ministérios, serviços públicos, órgãos do judiciário, organismos internacionais, empresas, rádios, teatros, cinema, jornais e espaços virtuais. 
Os anos 1990 ficam registrados na história como o primeiro ato de nossa contemporaneidade: pós-ditadura, pós-Muro de Berlim, pós-nova Constituição Federal, pós-insurgência da nova onda feminista. Assim chega-se ao século XXI: o feminismo florescido em sua quinta-essência como experiência e crítica da modernidade. Não mais "como uma onda no mar", tampouco "movimento específico", representando meramente reivindicações de um grupo da sociedade. E, sim, o feminismo como força producente de cultura, sociabilidade e energia política, falando "para" e "com" todo o mundo, encorajando esperanças e utopias, dando sua contribuição a um projeto de civilização realmente democrática.