domingo, 9 de outubro de 2011

Homossexualidade


A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as principais associações científicas internacionais deixaram de classificar a homossexualidade como uma doença a partir dos anos 1970. Desde 1974, a Associação Norte-Americana de Psiquiatria (APA) não mais considerou a homossexualidade como distúrbio mental. Por não aceitar que a homossexualidade seja considerada uma doença, a OMS, em 1985, excluiu-a do Código Internacional de Doenças (CID). Em 1987, a APA aprovou que seus membros não usassem mais como diagnóstico códigos que patologizassem a homossexualidade. Em 1993, o termo “homossexualismo” foi substituído por “homossexualidade”. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia do Brasil estabeleceu, em dezembro de 1998, que os psicólogos não deveriam exercer qualquer ação que favorecesse a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, ou mesmo colaborar com eventos e serviços que propusessem “tratamento” e “cura” da homossexualidade. O Conselho Federal de Medicina retirou a homossexualidade da condição de desvio sexual em 1985. No entanto, essas instituições ainda consideram a transexualidade e a travestilidade como doenças. Nesse sentido, persiste uma concepção patologizada da experiência de gênero que as pessoas “trans” desenvolvem. Por isso, existe uma forte mobilização internacional, por parte de especialistas e de várias forças sociais, para retirar as experiências “trans” do CID e da APA.

Vídeo Medo de Que?







Conceitos de Gênero, Sexo e Sexualidade.



Gênero e sexo são a mesma coisa?

Gênero
É o conjunto de características sociais, culturais, políticas, psicológicas, jurídicas e econômicas atribuídas às pessoas de forma diferenciada de acordo com o sexo.
As características de gênero são construções sócio-culturais que variam através da história e se referem aos papéis psicológicos e culturais que a sociedade atribui a cada um do que considera “masculino” ou “feminino”.

Sexo
São características físicas, biológicas, anatômicas e fisiológicas dos seres humanos que os definem como macho ou fêmea. Reconhece-se a partir de dados corporais, genitais, sendo o sexo uma construção natural, com a qual se nasce.


A diferença de sexo torna homens e mulheres desiguais?

Qual a importância da sexualidade e da orientação sexual para as políticas públicas?

Sexualidade é o termo abstrato utilizado para se referir às capacidades associadas ao sexo, enquanto sexo tem vários significados.

“Em linhas gerais, assumindo (Cf  Garcia Castro, Mary) gênero como uma construção sociológica, político-cultural do termo sexo, chama-se atenção para que:

  • sexo não é uma variável demográfica, biológica ou natural, mas traz toda uma carga cultural e ideológica. Como declara Beauvoir, ‘ninguém nasce mulher, torna-se mulher’. Nesta acepção está a indicação implícita para a necessidade de referências concretas sobre a identidade masculina e feminina;

  • não se pode compreender o específico da identidade feminina, sua posição na sociedade, a valorização ou desvalorização de seu trabalho, as divisões sexuais de trabalho/poder/exercício do erótico se não se compreende o específico da identidade masculina e o comum ao humano, já que homem e mulher são construções de gênero no humano – daí, insistimos, a necessidade de análises comparativas e relacionais;

  • gênero se realiza culturalmente, por ideologias que tomam formas específicas em cada momento histórico e tais formas estão associadas a apropriações político-econômicas do cultural, que se dão como totalidades em lugares e períodos determinados. Este último enfoque é uma contribuição de autores marxistas no sentido de tirar o feminismo do plano idealista, negando-se que as discriminações se reproduzem pela perversidade  natural dos homens, e chamando a atenção para um sistema de relações que se perpetua porque serve a interesses, ainda que não tenham sido diretamente engendrados para tal fim.

“Como gênero é relacional, quer enquanto categoria analítica, quer enquanto processo social o conceito deve ser capaz de captar a trama das relações sociais, bem como as transformações historicamente por elas sofridas através dos mais distintos processos sociais, trama essa na qual as relações de gênero têm lugar. (Saffioti, 1992)


“Gênero deve ser visto como elemento constitutivo das relações sociais, baseadas em diferenças percebidas entre os sexos, e como sendo um modo básico de significar relações de poder” (Scott, 1990).

Discriminação Étnica Racial das Crianças Quilombola da Comunidade Monte Alegre.

Plano de Ação

Objetivo Geral da Ação:

O objetivo deste trabalho é o de analisar buscando uma, dentre as possíveis compreensões dos significados de ser criança negra e quilombola na Escola e no Quilombo, e as conseqüências desses significados no processo de construção da identidade.
Fazer um levantamento sobre a discriminação e preconceitos sofridos no ambiente escolar pelas crianças que vivem hoje na comunidade quilombola de Monte Alegre. 

Justificativa:

Faz­se  necessário para  formação da  identidade consciente  da  criança negra  a valorização de  suas raízes e  dos valores dos seus ancestrais, pois estes têm requisitos tão importantes para a construção desta nação quanto à identidade dos demais povos. O fato de elas serem crianças negras quilombolas o que confere a elas uma singularidade, pois trata de sujeitos que vivem uma condição duplamente subjugada e inferiorizada. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Alegre sedia conferência LGBT

Tendo como objetivo básico efetuar uma análise do contexto Regional e nacional e um diagnóstico das políticas públicas de enfrentamento das violências e da vulnerabilidade relacionadas à população LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, foi realizada em Alegre a II Conferência Regional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT. A abertura aconteceu às 09 horas da manhã, na sede do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, com a presença de Eugênia Gama Marques, Secretária Municipal de Ação Social de Alegre; Cristovan de Mendonça, Membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos; Déborah Sabará, Coordenação de Colegiado do Fórum Estadual LGBT; Cristiane Bonatto Mafra, representante da Sub Secretaria de Direitos Humanos e Everaldo Simões, representante da Secretaria Estadual de Educação (SEDU). Além das autoridades que compuseram a mesa, estavam presentes nosso Tutor e Professor Joatan Nunes Machado Júnior, representantes dos municípios do Polo II, entre eles Alegre, Apiacá, Bom Jesus do Norte, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Muniz Freire, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna e São José do Calçado.
Escolha de delegados para conferência estadual - De acordo com a secretária Municipal de Ação Social, Eugênia Gama, a conferência também permite avaliar a implementação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais-LGBT. Ela destaca ainda que, ao final, serão escolhidos os delegados para participar da conferência Estadual e Nacional. De acordo com Cristovam de Mendonça, a realização desta segunda conferência regional aqui em Alegre é um grande avanço, tendo em vista que somente este ano, 11 ações como esta foram organizadas em todo o Espírito Santo. Durante todo o dia foram debatidos assuntos relacionados aos GLBT, e ao final serão deliberados e discutidas as propostas dos grupos de trabalho.



Movimentos LGBT em memória de Bruno Kimai


O portal www.lgbt-es.com é um projeto sócio-cultural, destinado ao público LGBT do Estado do Espírito Santo (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) como um veiculo onde a comunidade tem voz e vez. Assim, serve como fonte de informação, formador de opinião e uma ponte de comunicação entre as diversas articulações presentes à causa. Isso implica reunir e trabalhar em conjunto com um vasto leque de organismos e organizações, movimentos e público em ações destinadas ao publico LGBT. Assim nossa intenção principal é unificar o meio LGBT do estado através de uma fonte de informação oficial.
Proporcionamos uma maior participação de uma larga faixa da comunidade LGBT a nível estadual, acreditando que iniciativas só são eficazes se as pessoas as conhecerem e compreenderem, assim integrando as políticas, programas e projetos, tendo em vista uma política mais pública ou ao alcance de todos. O portal LGBT-ES tende a propiciar aos LGBTS, conhecimentos de seus direitos fundamentais assim incitando os mesmos a exercitá-los, promovendo o pleno exercício da cidadania e também a formação de opinião a cerca de políticas direcionadas aos LGBTIS.
Sendo público e imparcial, como deve ser o verdadeiro jornalismo, nosso portal possui um canal de informação munido de jornalismo textual, uma web rádio com programação musical eletrônica de qualidade, material estes cedido por deejays e web TV, destinados exclusivamente a promoção da diversidade mantendo assim uma qualidade de balada. Estamos assim alcançando um público que é cativo, exigente e conhece o que quer.
Vale lembrar que somos o único site 100% capixaba e destinado a comunidade LGBT dentro do Espírito Santo que em menos de um mês no ar teve seis (6) mil acessos o portal de Imprensa LGBT-ES que vem realizando seu propósito de mobilização e informatização dos LGBTs capixabas por meio de sensibilizar o público para ações que promovam a diversidade na sociedade em geral utilizando uma nova estratégia em matéria de promoção dos LGBTs a partir da comunicação já que ela é um dos melhores instrumentos de que dispomos para conseguir uma mudança de comportamentos e obter resultados tangíveis no domínio de nossas lutas.
Para fazer parte desse crescimento venha se aliar ao único site capixaba 100% LGBT e esteja mais perto da comunidade LGBT. Entre janeiro e junho, obtivemos, graças ao companheirismo de nossos leitores, média de 750 ao dia.
 Deixamos claro que somente chegamos até aqui hoje, pois, o saudoso Bruno Kimai iniciou esse projeto. ele idealizou, produiu e criou o projeto da Rádio Mix LGBT.
 Anteriormente ao seu falecimento, ele veio a repassar às mãos de nossopublisher Rafael Ribeiro a tarefa de manter o compromisso de qualidade informativa com a comunidade LGBTIS capixaba. Eis o nosso compromisso.
IN MEMORIAN TO BRUNO KIMAI
* 27/07/1989 | + 28/01/2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Reflexões, Provocações e Implicações

Os conceitos trabalhados no 1º módulo desde curso, tem nos provocado à refletir sobre aspectos da vida pública e política, sobre as implicações  dessa reflexão no campo de trabalho que atuamos.
Neste sentido e visando problematizar as questões que emergem da educação,  indicamos a leitura do texto da TAFFAREU (2003), onde ela apresenta e analisa “dados acerca do surgimento de Movimentos Sociais, Organizações Não Governamentais e suas relações e contradições com programas de governo e políticas de Estado, principalmente no âmbito da educação, no enfrentamento da tendência do capital de destruir as forças produtivas.” (p, 1)

PESQUISA REALIZADA NA DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL MUNICÍPIO DE ALEGRE